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quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Vi-te novamente encostada naquela mesma árvore, a “sua árvore”, ao entardecer de um dia que fora ensolarado... Sobre ti uma chuva de folhas secas que sob ti as mesmas já pintavam o gramado verde. A sua frente, uma lagoa de água límpida, que refletia toda essa linda paisagem, que dentre todos os detalhes, o mais vívido e esplendido era você. De longe pensava numa maneira não tão atrapalhada de chegar até você, na verdade, pensei nessa maneira todo esse tempo, na verdade, até ensaiei comigo mesmo como o faria. Tive medo, tenho medo. Mesmo com o medo, vejo-me junto a ti a todo tempo, mesmo que eu só esteja junto nessa paisagem em minha mente, mesmo que eu esteja perdendo tempo, só em pensar num lugar pra nós dois me sinto como se fora injetado doses do que penso ser felicidade. Enfim, a noite vem caindo, eu, de longe continuava a te observar, minutos ao simples ato de observar-te se tornavam segundos. Você se levantou, chegou perto da água, respirou fundo e sussurrou consigo mesma palavras que daria tudo pra ouvir. Podia não transparecer, mas tudo o que eu mais queria era saber como tu se sentia, a todo tempo. Perturbadoras eram as noites que te ouvia chorar, e sem saber porque... E compensadora pra mim as manhãs que mesmo você triste pude te fazer sorrir.

(Passagem de um livro que está sendo escrito por mim.)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010


Um envelope guardado, coberto por uma suave camada de poeira devido ao tempo que naquela antiga estante fora guardado.
Sim, só isso sobrou, me intriga como dentro de um pedaço de papel é guardado um turbilhão de sentimentos que fomos nós um dia. Dias que ao abrir esse papel vão ser revividos com quase tanta intensidade que antes foram vividas, eu sei.
E a angustia me invade ao lembrar que o escrito no papel, agora, são borrões de tinta e mais nada.

domingo, 18 de julho de 2010


Bom, descobri que quem chora por quem não precisa de lágrimas, esta atrasado.
Um dia quem das suas não precisou provará das dela.
E hoje eu venho dizer que não sou mais atrasado,
se choro não é por quem de minhas lágrimas ignorou, e sim por quem de felicidade as provocou.
Por quem me deixa náuseado por tamanha felicidade ao ver-te perto de mim,
é como se tu fosse a pessoa que eu proucurei a vida inteira e enquanto procurava, estivera reservada pra melhor hora.
é como se tu fosse o lado femino que fora desprendido de mim e agora reecontrado,
é como se eu te conhecese muito antes de tu saber sequer quem eu sou,
é como se cada minuto contigo fosse multiplicando a dose de amor que tu vem me entorpecendo desde então.
E é só você que me vem a cabeça ao lembrar de um motivo pra felicidade, seja com tuas enormes qualidades ou com o que tu julgas defeito que pra mim é perfeição.

sábado, 10 de julho de 2010


A distância dentro de uma relação não faz sentido quando quem nela envolvida, há amor.
Palavras não fazem sentido quando quem as deve ler não sente nada que quem as escreve sente.
O amor não faz sentido quando só por um ele é sentido.

sexta-feira, 2 de julho de 2010


Minha felicidade, constante variável que me persegue e me perde quando quer,
E que quando quer sabe exatamente onde me achar.
Mas vi que enquanto essa constante variável só queria perder-me, eu só queria acha-la.
E quando ela quis achar-me, sã de outro amor não estivera.

sexta-feira, 25 de junho de 2010


Eu nunca quis que acabasse assim, mas sua ausência me fez relutar. Não fui mais como antes, mero errante, agora também sei acertar. E sei que você também mudou, mas agora distantes, eu fico a esperar. Eu pego viagem no trem da saudade, e a minha estação é aonde você me deixar.

domingo, 20 de junho de 2010


Ele: foi quem te esperou.
Ela: pouco se importou.
Ele: foi quem todo o tempo te amou.
Ela: disse que cansou.
Ele: se mal estava, ela ignorou,
Ela: se mal ficava, ele junto chorou.
Ele: muito já sonhou com o futuro que ele quis com ela.
Ela: interessada se disse, mas o futuro dela com ele não era.
Ele: óbvio no final ficou sozinho.
Ela: achou que sozinha era melhor.
Ele: achou outro caminho.
Ela: busca até hoje por tê-lo de novo para si só.