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quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Vi-te novamente encostada naquela mesma árvore, a “sua árvore”, ao entardecer de um dia que fora ensolarado... Sobre ti uma chuva de folhas secas que sob ti as mesmas já pintavam o gramado verde. A sua frente, uma lagoa de água límpida, que refletia toda essa linda paisagem, que dentre todos os detalhes, o mais vívido e esplendido era você. De longe pensava numa maneira não tão atrapalhada de chegar até você, na verdade, pensei nessa maneira todo esse tempo, na verdade, até ensaiei comigo mesmo como o faria. Tive medo, tenho medo. Mesmo com o medo, vejo-me junto a ti a todo tempo, mesmo que eu só esteja junto nessa paisagem em minha mente, mesmo que eu esteja perdendo tempo, só em pensar num lugar pra nós dois me sinto como se fora injetado doses do que penso ser felicidade. Enfim, a noite vem caindo, eu, de longe continuava a te observar, minutos ao simples ato de observar-te se tornavam segundos. Você se levantou, chegou perto da água, respirou fundo e sussurrou consigo mesma palavras que daria tudo pra ouvir. Podia não transparecer, mas tudo o que eu mais queria era saber como tu se sentia, a todo tempo. Perturbadoras eram as noites que te ouvia chorar, e sem saber porque... E compensadora pra mim as manhãs que mesmo você triste pude te fazer sorrir.

(Passagem de um livro que está sendo escrito por mim.)

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